srtabrahmeira
Minha parte anjo e beleza morreu no segundo em que nasci.
Nada de garota perfeita do sorriso perfeito do cabelo perfeito, nada de garota meiga do sorriso meigo, das atitudes delicadas. Eu não sou assim. Nunca consegui aprender o minimo de elegância ou equilíbrio possível, nunca fui normal ou algo parecido com isso. É simples: se tem gelo eu caio, se pisarem no meu calo eu grito, se o cheiro não agradar eu reclamo. Sou cheia de manias e odeio quem tenta mudá-las, odeio a sensação das regras e sempre dou um jeitinho de mudá-las. Sou uma pessoa totalmente cheia de inquietação e quase sempre preguiçosa, não sou a perfeitinha para a minha mãe. Não posso ser. Sabe aquela sensação horrível de ser rotulada? “Aquela é santinha, aquela é pervertida, aquela é comportada, aquela é rebelde demais para o meu gosto”. Eca. Acho que eu nasci para fugir de tudo isso, nasci para fazer a diferença, “nada de igualdade”, nada de falsidade. Só eu mesma. E talvez isso possa ser um problema. Daqueles que afastam as pessoas. Mas prefiro ser assim e ter poucos ao meu lado do que ser rotulada e ter vários. Rótulos são coisas que te tornam previsíveis quando você os usa. Como assim? O seguinte: se você for rotulada com uma “safada” as pessoas já irão imaginar o que você irá fazer, se você for rotulada como uma comportada as pessoas não irão se surpreender se você não beijar um cara na balada ou simplesmente ficar em casa. Não vão. Agora eu… Eu não. Prefiro ser imprevisível e escutar das pessoas que nunca estarão prontas para a próxima que irei aprontar. É algo bom, sabe? Aquela sensação que ninguém está falando “ah, ela vai fazer isso, certeza, porque ela é isso ou aquilo”. Eles não vão, porque eu não sou como a maioria rotulada não. Eu sou eu. Eu sou diferente. Eu tenho os meus rótulos. Eu tenho a minha vida. E a melhor coisa de tudo: eu sou diferente, e de uma forma ou de outra, eu acabo me destacando, pelo bem ou pelo mal. As pessoas não me rotulam pois não sabem quem eu sou, não conseguem ver que sou realmente. Se eu sou santa ou safada, patricinha ou mimada. Nunca irão saber. Eu não irei deixar. Eu gosto de ser assim, eu gosto de ser surpresa. Como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, eu não irei fazer a mesma coisa duas vezes. Dizem que sou diferente, a única coisa que eles conseguem perceber é isso. Onde eu passo eles veem, onde eu passo eles percebem. Eu sou única. Não sou rotulada igual aos outros. E eu gosto é assim, e se eu gosto assim, vai ser assim. A pessoa pode tentar me encontrar, pode tentar me desvendar, mas não irá conseguir. Pois eu sou surpresa, eu sou única, eu não sou apenas eu mesma. Acredite se quiser, isso não faz diferença pra mim, eu não ligo de não ter um grupo de amiga lindas, não ligo em ser a mais estudiosa e elogiada da classe. Não ligo em ter roupas de marcas famosas, não ligo em não ter um namorado lindo pra servir de amostra em redes sociais. Eu não tento ser melhor em nada, eu não tento me encaixar pra ser melhor que ninguém, nunca mudarei minha forma de pensar sobre nada só por que alguém discorda de mim ou me critica. Eu serei eu para todo o sempre, eu tenho minha personalidade, meu modo de agir, de vestir, de pensar, de ser, será assim mesmo que seja desagradável pros outros. Prefiro morrer sendo odiada por ser quem sou do que ser adorada por um bando de falsos que me amaram a vida inteira por ser uma completa fantoche da sociedade e de seus infinitos rótulos…

Me, myself and I. By: Andressa, Larissa L., Maeli and Stéfanny written in imperfeita-s